Há uma passarela que se pode andar e desfilar por todos os sentidos, tons e movimentos.
Existe uma luz que foca os pés de quem sobe as galgadas de cada espaço em cada tempo, num andar determinante para quem quer chegar longe.
Quando está amarela é porque reluz à esperança e confiança. Nos dias em que está azul é porque deve-se passar sem medo e confiante de si e do que se quer fazer do outro lado.
Mas nos dias em que está sem cor alguma é quando há de se ter o máximo cuidado. Neste dia quem passa por ela é nada mais do que a própria pessoa. Sem roupas, sem cores, sem luz, sem plateia.
Neste dia, chegar ao outro lado pode ser algo muito fácil e desapercebido ou um martírio para quem não sabe quem é, nem como é não ser notado. De qualquer forma, é igual e interessante observar a passarela e seus desfiles, suas cores e as pretensões de quem está lá. É irrecusável a vontade de subir e passar para a ponte, para o mapa, para a cerca, para o lugar, para lá.
As câmeras focam ângulos que melhor se enquadram no ecrã e, a plástica final no visor é de conquistar qualquer televidente. Confesso que o movimento de câmeras fascinam, deixam os olhos pregados na tela - é uma transmissão simultânea para mais de vinte pessoas, todas anciosas pelo evento comum do dia-a-dia. As gruas utilizadas dão a sensação de cerimônia vista de cima e, ao se aproximar dos que estão ali, focalizam pernas até a cintura. São quadris que se movimentam elegante de lá para cá num andar ipnotizador e confiante.
Os sapatos estão de moda. Há uma disputa por qual será o mais desejado para dar entrevistas finais e qual será seguido e copiado pelos demais que acompanham ao vivo ou em casa nos telões de mídia interativa. Basta um click para começar o evento, o click do diretor que acompanha tudo em seu painel de controle com sete televisores cada um ligado a uma câmera que capta os movimentos de cada perna, de cada sapato, o remelexo de cada cintura.
Depois de iniciada a transmissão sentemo-nos, e perde quem despertar primeiro.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
QUEBRAR O TEMPO
Quebar o tempo é quebrar o tempo.
É quebrar as horas o costume e a rotina.
É criar novos hábitos e dias.
Quebrar o tempo é o gosto de parar e sentir-se liberto.
Mas liberto logo se aprisiona.
E de uma forma ou de outra logo se engessa o tempo quebrado.
Afinal liberdade vaga não dá tempo de viver o tempo.
E reconstituído o quebrado, com novo ânimo, se dá novo sabor ao tempo.
É quebrar as horas o costume e a rotina.
É criar novos hábitos e dias.
Quebrar o tempo é o gosto de parar e sentir-se liberto.
Mas liberto logo se aprisiona.
E de uma forma ou de outra logo se engessa o tempo quebrado.
Afinal liberdade vaga não dá tempo de viver o tempo.
E reconstituído o quebrado, com novo ânimo, se dá novo sabor ao tempo.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
LIMPIZIK
As chaves ultra sonográficas estão conectadas da forma mais ajustada a serem inseridas nos meios de existências locais. Há que girar com todo cuidado, porque o mínimo descuido pode colocar milhares de Plóctons soltos no ar de Polifield. A largada foi dada. Giraram a chave, abriram a entrada do mundo Limpzik e já não há mais barreiras entre nós nesse mundo mais que real e a realidade dos Limpziquilianos. Sons de plutonios são emitidos com intervalos regulares de 10 minutos e quarenta e cinco segundos, luzes são apagadas a cada momento, mas nunca deixam de existir luzes acesas. Em cima dos ponteiros a paisagem é admirada lentamente por quem tiver bom gosto, e de seis em seis meses quem estiver em cima deles, levará um solavanco devido ao horário de verão. As janelas tem um enquadramento perfeito para qualquer lugar que olhe. Hoje por exemplo a pomba está entre duas janelas quadradas e estas estão ao lado de mais duas, que estão encima de um teto, que estão todos dentro da janela. A pomba já se foi. Foi para outro enquadramento. Limpzik pode cansar fácil e se tornar branca, entediada.
A vantagem de ter chaves é o poder de abrir e fechar portas.
A vantagem de ter chaves é o poder de abrir e fechar portas.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
BRANCO
Mais que durmir as três da manhã é estar acordado as três da tarde.
Olhos que não se controlam mais.
Pensamentos que vão longe onde nem eu sei se vão parar em brancas nuvens, algodão, fumaça, em brancos nadas.
Mas algo me puxa e, aqui de novo sem saber se o melhor é fechar ou tentar abri-lo um pouquinho mais.
É dificil controlar tudo quando o que mais se quer é desmontar-se todo feito um boneco de vaquinha sustentada por elástico. Já nem sei se o peso no rosto são os olhos, a testa ou a sobrancelha que de tão grossa parece mais pesada que o normal. Cama, cama, cama. Sono sono sono.
Olhos que não se controlam mais.
Pensamentos que vão longe onde nem eu sei se vão parar em brancas nuvens, algodão, fumaça, em brancos nadas.
Mas algo me puxa e, aqui de novo sem saber se o melhor é fechar ou tentar abri-lo um pouquinho mais.
É dificil controlar tudo quando o que mais se quer é desmontar-se todo feito um boneco de vaquinha sustentada por elástico. Já nem sei se o peso no rosto são os olhos, a testa ou a sobrancelha que de tão grossa parece mais pesada que o normal. Cama, cama, cama. Sono sono sono.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
JORNALISTA PASSA A BOLA
Foi-se o tempo. Ou melhor, deu-se um tempo.
Eis que o jornalista passou a bola para o publicitário. Na verdade o jornalista havia roubado a bola do publicitário e, permaneceu com ela por algum tempo mas não aguentou a pressão, ou o estusiasmo de seu companheiro, afinal quem chega primeiro na maioria das vezes tem a vez.
O responsável por noticiar os fatos e carregar a pose e o fardo da profissão está descançando à espera de voltar a ativa, porque por enquanto o publicitário está com a responsabilidade e todo o frenezi que envolve a profissão.
São os dois muito cordiais e carvalheiros, cada um soube respeitar o outro em suas decisões e ambos sabem esperar a hora certa de voltar a trabalhar. Uma dupla perfeita!
Eis que o jornalista passou a bola para o publicitário. Na verdade o jornalista havia roubado a bola do publicitário e, permaneceu com ela por algum tempo mas não aguentou a pressão, ou o estusiasmo de seu companheiro, afinal quem chega primeiro na maioria das vezes tem a vez.
O responsável por noticiar os fatos e carregar a pose e o fardo da profissão está descançando à espera de voltar a ativa, porque por enquanto o publicitário está com a responsabilidade e todo o frenezi que envolve a profissão.
São os dois muito cordiais e carvalheiros, cada um soube respeitar o outro em suas decisões e ambos sabem esperar a hora certa de voltar a trabalhar. Uma dupla perfeita!
domingo, 9 de setembro de 2007
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Quando era criança adora ver abertura das novelas. Ao estrear uma nova novela ficava na expectativa do primeiro capítulo só para ver que surpresa ou que tão criativo seria a abertura. Sempre achava que podia ser diferente e inventava em cima da nova abertura. Quando meu pai comprou nosso primeiro vídeo cassete comecei minha coleção de aberturas de novela, podia ficar o final de semana todo vendo e revendo aquelas gravações, até o dia em que viajei pro Chile por sete meses e quando voltei, meu pai tinha gravado em cima das minhas fitas; meio que perdi o tesão pela coisa. Tentei voltar a fazer de novo mas não adiantou. Conhecia aquelas aberturas como se fosse eu o pai delas. Era um orgulho.
Sempre tive o dom para a criatividade, isso não posso negar. No pré, que para mim era "prézinho" lembro que eu pintava com as duas mãos, e a professora atrasada que era, não me deixava usar as duas mãos, dizia que eu tinha que pintar só com a mão direita. Não se poda ou restringe uma criança quando está criando ou se expressando.
O Carnaval televisivo sempre me fascinou. Ver os desfiles era encher os olhos de tanta cor, criatividade e alegria. Adorava tudo aquilo. Tanto que durante um bom tempo, fazia miniaturas de carros alegóricos com isopor e usava os bonecos do PLAYMOBIL para desfilar em cima dos carros (com direito a fantasia e tudo). Era muito elogiado pela família.
Mas meu grande sonho sempre foi ter um canal de televisão. Cansei de criar programas, grade de programação e mandar cartas para as emissoras com idéias e críticas. Meu primeiro canal foi a TV Dimensão, lá por 1995-96, depois veio a TV Palco. Posso sentar para tomar uma garrafa de vinho e falar sobre TV por horas, desde novelas até formatos de programas. Tenho tesão por isso. Aliás, adoro conversar e tomar vinho.
Quando terminei o colégio e tive que começar a trabalhar vi que não seria fácil manter todos esses sonhos, e me endureci um pouco. Fui trabalhar num lugar que a princípio não tinha nada a ver com meus objetivos. Fiquei mais frio, sério, normal demais... Afinal quem é criativo odeia o que é corriqueiro e normal.
As vezes acho que me perdi um pouco nos meus objetivos e meus sonhos foram deixados de lado para uma sobrevivência que esmaga tanta gente em função de ter isso e ter aquilo.
Nunca é tarde para ver quem realmente somos e o que queremos. Não posso me esquecer que são os sonhos que motivam o homem. São os sonhos que devem me motivar.
sábado, 8 de setembro de 2007
Jornalista? Boa noite.

A foto é de um programa de entrevistas da extinta RCTV da Venezuela, que não teve a concessão renovada pelo Sr. Hugo Chávez Frias.
Nas primeiras aulas da faculdade alguns professores diziam que a maioria de nós não ia trabalhar como jornalista e sim como assessor de imprensa. Talvez ser "jornalista" ao pé da letra não seja o objetivo de todos os alunos. Afinal cada um faz o que quer com o seu canudo.
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